A trajetória do Departamento de Botânica na UnB iniciou-se em 1963, consolidando-se a partir de 1964 sob a organização dos professores João Murça Pires, Alfredo Gui Ferreira, Dimitri Sucre Benjamin e Visconde Haroldo de Figueiredo Morais. Instalado inicialmente em pavilhões provisórios enquanto o ICC (Minhocão) era construído, o Departamento de Botânica, na época parte do Instituto Central de Biociências rapidamente se tornou um polo atrativo para grandes nomes da ciência brasileira, como Graziela Maciel Barroso, George Eiten e José Elias de Paula.
Na década de 1970, o departamento foi reestruturado como Biologia Vegetal, sob a liderança do fisiologista Luiz Fernando Gouveia Labouriau, período marcado pelo fortalecimento da Fitopatologia e da Fisiologia Vegetal, com foco em termobiologia. Nos anos 80, o corpo docente expandiu-se com a vinda de especialistas em Ecologia, Biotecnologia e Cultura de Tecidos. Esse legado científico, que une a tradição dos pioneiros dos anos 60 à modernização das linhas de pesquisa nas décadas seguintes, constitui a base sobre a qual o atual Programa de Pós-Graduação em Botânica (PPGBot) se sustenta.

Graziela Maciel Barroso
Considerada a "Primeira Dama da Botânica" e a maior taxonomista do Brasil, foi a primeira professora da área no Instituto de Ciências Biológicas (IB/UnB). Teve papel fundamental na criação do Departamento de Biologia Vegetal, onde atuou como docente entre 1966 e 1969.

George Eiten
Um dos fundadores do atual Departamento de Botânica da UnB, destacou-se pela atuação nas áreas de Ecologia Vegetal, Taxonomia e Fitogeografia. Sua carreira foi dedicada a compreensão da vegetação brasileira, com foco especial na biodiversidade do Cerrado.

José Elias de Paula
Com 45 anos de UnB, dedicou-se à Morfologia Vegetal e ao estudo de plantas medicinais do Cerrado. Liderou pesquisas de bioprospecção por mais de 15 anos, buscando fármacos naturais contra a Leishmaniose, fungos e células cancerígenas.
